Não vou saber o que fazer quando ela finalmente der fim a toda essa dependência que eu sinto e que sei que ela também tem por mim. Talvez essa dependencia sim seja pra sempre, acima de todo o amor que passou, acima de todas as promessas, acima de todos os beijos. Mas eu realmente não vou saber o que fazer, quando esse pra sempre, o último pra sempre de todos, tiver um fim.
Eu prefiro nem pensar.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Caçador.
Um.
Dois.
Três.
Haviam muitos segredos ali. Alguns poucos escaparam com a chuva, outros poucos com o incêndio. Mas só alguns ficaram a esmo, naquele vento que nem era brisa e nem tentava ser furacão. E era minha responsabilidade saltar de nuvem a nuvem, me esticando na ponta dos pés pra pegar cada um deles e juntá-los aos fios de barbante dentro dos meus bolsos.
Dois.
Três.
Haviam muitos segredos ali. Alguns poucos escaparam com a chuva, outros poucos com o incêndio. Mas só alguns ficaram a esmo, naquele vento que nem era brisa e nem tentava ser furacão. E era minha responsabilidade saltar de nuvem a nuvem, me esticando na ponta dos pés pra pegar cada um deles e juntá-los aos fios de barbante dentro dos meus bolsos.
Não.
Eu precisava dizer o quando eu preciso agora dos braços e pernas que desprezei ontem. Na verdade não desprezei, só tentei guardar na gaveta como sempre. E acredite, não estou falando dos seus braços e pernas, porque eles tem olhos e você estaria lendo isso. Os braços e pernas que cito, não tem olhos pra mim, mal me enxergam, então não teriam capacidade de ler esse texto agora. E isso é triste.
Mais triste ainda, sou eu confessando que preciso agora dos braços e pernas que engavetei como sempre.
Mais triste ainda, sou eu confessando que preciso agora dos braços e pernas que engavetei como sempre.
sábado, 18 de setembro de 2010
Memórias do power ranger azul.
- NÃO É JUSTO! - Explodiu em um grito, daqueles estéricos e que ecoam pelos telhados, chamando atenção da casa toda.
Acho que todos nós, seres humanos, desde a infância desenvolvemos nosso próprio senso de justiça.
- Não. Eu vou ser o power ranger vermelho, não adianta gritar. Eu mando. - Riu a outra criança, cruzando os braços.
E também acho, que é na infância que nós descobrimos que tem gente que pouco se importa pra justiça e todas essas baboseiras.
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